Vestibular
14:37
Olá! No último post, eu
prometi que falaria sobre vestibular. E aqui estou cumprindo minha promessa com
um dia de atraso, por isso peço desculpas. Bom, vamos lá. A primeira coisa que
me vem à mente quando falo sobre esse assunto é o futuro. Afinal, o meu futuro
depende disso, eu vou passar 40 anos da minha vida trabalhando em uma coisa, e
isso depende unicamente das minhas decisões hoje. É claro que durante os três
terríveis e cansativos anos do ensino médio – cheios de aulas, provas,
simulados, retornos etc. – existem muitas etapas.
Primeiro: a escolha da
profissão. Será que uma pessoa de 17 anos tem capacidade para escolher o que deseja
fazer pelo resto da vida? Esse é o primeiro passo. Se eu escolher medicina,
será que eu vou ver uma pessoa machucada e conseguir ajudar ela? Será que eu
vou desmaiar? Será que eu vou pelo menos passar nesse curso tão concorrido? E
direito? Combina comigo? Eu gosto de falar e expressar minha opinião. E também
gosto de desenhar, eu poderia ser uma artista ou até uma arquiteta. Talvez eu
queira ser famosa: pode ser atriz ou cantora. É, são muitas dúvidas.
Nada vai ficar bem resolvido
se você não escolheu o seu curso ainda. Então, a primeira coisa a se fazer é
decidir. Faça um teste vocacional, pesquise sobre os cursos que você acha
legal, sobre as disciplinas de cada semestre, sobre o mercado de trabalho.
Tenha certeza de que você vai gostar de sair para o trabalho todos os dias.
Afinal, é a felicidade que tem maior importância.
Segundo: estudar. Claro,
depois que você escolhe o que quer cursar, vem a parte mais difícil. Afinal, é
bem melhor assistir ou ler Game of Thrones do que passar horas tentando entender
“Leviatã” de Thomas Hobbes ou “Do Contrato Social” de Jean-Jacques Rousseau.
Porém, mesmo que não seja fácil adquiri-la e tampouco seja prazerosa no início,
a concentração é muito importante. Com a prática, é possível passar cinco horas
estudando e achar que foram apenas duas ou três.
Terceiro: pressão. Depois de
ter escolhido o curso e estar adquirindo conhecimentos para o tão esperado (e
temido) dia da prova, você ainda tem que aprender a lidar com toda a aura de
pressão presente no ensino médio, principalmente no convênio, seja ela vinda
dos pais, amigos, dos professores e, claro, da sociedade em geral. De fato,
ainda no século XXI, existe um enorme preconceito com quem não tem um curso
superior. Segue abaixo uma música que fala a respeito da nossa obrigação de
passar no vestibular:
“Estou trancado em casa e
não posso sair. Papai já disse: tenho que passar. Nem música não posso mais
ouvir e assim não posso nem me concentrar. [...] Chegou a nova leva de
aprendizes, chegou a vez do nosso ritual. E se você quiser entrar na tribo aqui
no nosso Belsen* tropical: ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter
pistolão, ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar
feijão, ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão. Você
tem que passar no vestibular!”
*Bergen-Belsen é o nome de um campo
de concentração da Alemanha Nazista. Não possuía câmara de gás, exclusivas
dos campos de extermínio. Lá, os prisioneiros morriam doentes ou por fome e eram torturados. A
referência na estrofe serve para comparar a entrada do calouro na faculdade à entrada em um campo de concentração.
Em quarto lugar, mas, com
certeza, não menos importante: o último ano. Apesar de ser um ano decisivo em
que muitas coisas novas surgirão, aproveitar a última fase do ensino médio
também é essencial. Lembre-se de que 80% dos seus laços de amizades serão
desfeitos até o final do ano e que esse é o momento de apoiar seus amigos e se
divertir com eles. Estudem juntos, saiam nas férias, participem das atividades interativas do colégio etc.
Bom, “vestibular” é uma
palavra que abrange vários temas. Tentei falar sobre alguns em um único texto e
espero ter sido objetiva. Espero também que vocês tenham gostado do post e do
blog no geral. Continuem acompanhando! O próximo texto será publicado no sábado
(28). O que posso adiantar é que será sobre um cantor, músico, compositor e
poeta gaúcho. Até lá!
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