Kurt Cobain: suicídio ou assassinato?

15:56


Nesse momento, me pergunto como posso descrever tamanha explosão como foi Kurt Cobain em apenas um texto. Líder da banda Nirvana, sucesso dos anos 90 que abandonou a vida cedo demais. Foi uma explosão de talento, de voz, de personalidade e, claro, uma explosão de beleza.
Cobain foi dono de uma voz incrível que conquistou milhões de pessoas ao redor do mundo. Não sou fã da banda, mas devo dizer que é uma das vozes roucas mais charmosas que já ouvi. E digo isso mesmo sendo fã do Bon Jovi – que, a propósito, tinha uma voz muito potente e linda. Na verdade acho que eles chegam a empatar nesse quesito. Porém, nem mesmo meu cantor favorito pra ganhar no ranking de beleza:



Bom, sobre a banda não tenho muito que dizer. Conheço algumas músicas – as mais famosas –, mas não sou fã a ponto de ouvir sempre. Claro que Nirvana tem várias músicas ótimas como Lithium, The Man Who Sold The World e About A Girl, mas em minha opinião, a melhor música da banda é Smells Like Teen Spirit de 1991 (bem óbvio).

Kurt Cobain e sua banda fizeram um tremendo sucesso na década de 1990 e até hoje suas músicas são populares. Mas sua carreira não durou muito. Kurt deixou um centro de reabilitação de drogas na Califórnia em 01 de abril de 1994 e mais tarde foi dado como desaparecido. Como todos sabem, ele supostamente teria se suicidado em 5 de abril de 1994 aos 27 anos de idade, deixando a esposa Courtney e sua filha Frances Bean, ainda criança. Escolhi falar sobre Cobain agora porque seu aniversário teria sido no dia 20 de fevereiro (48 anos). 
Eu disse “supostamente se suicidou”, pois na época surgiram rumores de que Courtney é quem o teria matado. Um detetive tinha certeza nesse ponto, mas a polícia não levou a fundo a investigação e divulgou a causa da morte como suicídio. Cobain deixou uma carta de despedida e logo depois, teria atirado em sua cabeça, contrariando palavras da música gravada pela banda Come As You Are (David Bowie), onde repete várias vezes: "eu juro que não tenho uma arma".


De acordo com o detetive que investigou o caso, Tom Grant, o texto não se refere ao fato de Kurt querer se matar e, sim, querer deixar a mulher e a banda. Afinal, o divórcio já estava em andamento e Courtney não estava lidando bem com isso, o que torna ela uma possível suspeita. Além do texto principal, há rabiscos, como se tivessem sido acrescentados às pressas. Grant pediu que a polícia considerasse a hipótese de que Courtney havia escrito os rabiscos no final do texto, e não Kurt Cobain, mas nada ficou esclarecido. Alguns especialistas sugeriram na época que a caligrafia das últimas linhas não bate com a escrita de Kurt na primeira parte do texto. Courtney Love ainda possuia uma outra nota que manteve em segredo durante meses, afirmando claramente que ele estava deixando apenas a esposa e Seattle; ele não estava deixando o planeta. O detetive diz que Courtney transformou um texto qualquer do vocalista em uma carta de suicídio.


Segue abaixo a tradução da carta na íntegra:

“Para Boddah*,
Falando como um simplório experiente que obviamente preferiria ser um efeminado, infantil e chorão. Este bilhete deve ser fácil de entender.
Todas as advertências dadas nas aulas de punk rock ao longo dos anos, desde minha primeira introdução a, digamos assim, ética envolvendo independência e o abraçar de sua comunidade, provaram ser verdadeiras. Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou fazer música, bem como ler e escrever. Minha culpa por isso é indescritível em palavras. Por exemplo, quando estou atrás do palco e as luzes se apagam e o ruído ensandecido da multidão começa, nada me afeta do jeito que afetava Freddie Mercury, que costumava amar, se deliciar com o amor e a adoração da multidão – o que é uma coisa que admiro e invejo totalmente.
O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não é justo para vocês e para mim. O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo cem por cento. Às vezes acho que eu deveria acionar um despertador antes de entrar no palco. Tentei tudo que está em meus poderes para gostar disso (e eu gosto, Deus, acreditem-me, eu gosto, mas não o suficiente). Me agrada o fato de que eu e nós atingimos e divertimos uma porção de gente. Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor às coisas depois que elas se vão. Eu sou sensível demais. Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança.
Em nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos. Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus. Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela. Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar. Não posso suportar a ideia de Frances se tornando o triste, autodestrutivo e mórbido roqueiro que eu virei.
Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os sete anos de idade, passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece muito fácil se relacionar e ter empatia. Apenas porque eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho. Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais paixão, então lembrem-se, é melhor queimar do que se apagar aos poucos**. Paz, Amor, Empatia.
Kurt Cobain

Frances e Courtney, estarei em seu altar. Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances. Pela vida dela, que vai ser bem mais feliz sem mim.
EU TE AMO, EU TE AMO!”

*: Boddah era um amigo imaginário que Kurt tinha na infância.
**: Se refere ao trecho “it’s better to burn out than to fade away” da música Hey Hey, My My (Neil Young).

Tom Grant ainda diz que o nível de heroína encontrado no sangue de Cobain era três vezes uma dose letal e que, com a quantidade injetada, ele teria ficado inconsciente e não teria sido capaz de puxar o gatilho. Ele sugere que a heroína foi usada para incapacitar Kurt antes do tiro, que foi administrado por outra pessoa. Além disso, o posicionamento da arma após o disparo e o local onde a cápsula foi encontrada geram especulações de que a cena do crime teria sido alterada. E mais, nem a arma e nem as seringas usadas para aplicar a droga continham impressões digitais. "Os eventos que cercam a morte de Kurt Cobain estão preenchidos por mentiras, contradições na lódiga e muitas inconsistências", escreve Grant em Cobain Case, site que reúne evidências para consulta e download.
Quando Courtney Love contratou Tom Grant para investigar o sumiço do marido, pediu que ele cancelasse o cartão de crédito de Kurt para que ela descobrisse seu paradeiro. O detetive Grant achou essa atitude estranha, já que era mais fácil localizá-lo se o cartão estivesse em uso. Quando o corpo de Cobain foi encontrado, um de seus cartões estava faltando. Alguém tentou usar o cartão desaparecido, mas logo parou quando o corpo foi descoberto.

Será que o amor entre Kurt e Courtney se tornou uma tragédia?

Cobain já havia "tentado se matar" em Roma, porém, o incidente não foi muito bem explicado. Kurt e Courtney estavam sozinhos no quarto de hotel, onde ele supostamente misturou tranquilizantes com álcool. Na manhã seguinte, Courtney chamou a ambulância, mas os médicos disseram que a overdose havia ocorrido pela madrugada. Um detalhe importante é que, quando Courtney procurou ajuda de manhã, ela estava maquiada. Aparentemente, ela achou mais importante se arrumar do que salvar a vida do marido.
Outro fato que nos leva a questionar a esposa de Kurt Cobain é o seguinte: o médico legista que declarou a causa da morte como suicídio era amigo de Courtney. Coincidência? Aqui vai mais uma: alguns meses depois da morte, um homem surge afirmando ter recebido uma proposta de Courtney Love para matar Kurt. Ele diz que recusou a proposta mas que conhecia o assassino. Uma semana depois, esse mesmo homem foi "acidentalmente" atropelado por um trem.

Bom, logo após o suicídio, Jon Bon Jovi escreveu uma bela música chamada Lonely At The Top falando de Frances Bean, mas só foi divulgada anos depois. Jon pediu que Courtney mostrasse para sua filha, que ainda era bem nova, mas a viúva não atendeu ao pedido do cantor por ter achado a música feia. Aqui vai o primeiro trecho:

“Diga a Frannie que estou triste por ela não ter conhecido o pai dela
Aposto que ele está triste por não tê-la conhecido também
Diga a ela que haverá pessoas que dirão coisas que a deixarão triste
Como seu pai estava se sentindo sozinho, ele estava machucado
Acho que isto não está longe da verdade
Sim, o auge é solitário
Alegre é algo que não é.”

Depois, na segunda parte da música, Jon escreve como se fosse Kurt falando com sua filha:

“Diga a Frannie: desculpa, é melhor beijá-la quando ela chorar
Desculpa por tê-la deixado e nunca ter dito adeus
Não queria te deixar totalmente sozinha, mas daí a música acabou
Apesar das músicas continuarem iguais, eu não poderia viver aquela mentira
Você sabe que isto não está longe da verdade
Sim, o auge é solitário.”

Agora, quase 21 anos depois da morte do líder da banda Nirvana, sua filha cresceu e ficou super parecida com ele:




Bom, o que realmente aconteceu no dia 5 de abril de 1994 não está claro para nenhum de nós, mas o fato é que o talento de Cobain não será esquecido tão cedo e disso tenho certeza. E você? O que acha? Kurt Cobain foi assassinado? 
Espero que tenham gostado do texto. Beijo!

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1 comentários

  1. Tá um show!

    Muita saudade de conversar contigo, muita vontade de te encontrar, muita vontade de tanta coisa. Fica bem, linda. Beijo

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