Dia da "Independência" do Brasil

15:44


No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro I, que logo seria nomeado imperador do Brasil, pronunciou em alto e bom som a tão famosa frase: “Independência ou Morte!”. Nesse momento, o Brasil deixou de ser uma colônia de Portugal e passou a ser um país livre, alcançando sua autonomia política. Muitas outras pessoas já haviam lutado e morrido por este ideal, como é o caso de Tiradentes que, por defender a liberdade do nosso país, foi executado pela coroa portuguesa.
Apesar de ser um momento histórico que é comemorado até hoje, esse fato não trouxe as mudanças sociais que eram esperadas na época. Tanto que a camada mais pobre da população sequer acompanhou o Dia da Independência. Portanto, podemos perguntar: O Brasil é realmente livre?
Não, não é. Infelizmente, o nosso país não é livre de muitas coisas ruins. O Brasil não é livre do desemprego, não é livre da miséria, da fome, tampouco é livre da corrupção. O Dia da Independência pode ter trazido liberdade política, mas não trouxe a melhor que poderíamos querer: a liberdade moral.
No dia 7 de setembro de 1822, os preconceitos nem a escravidão acabaram no Brasil. Também não acabou a repressão ou a intolerância. Aliás, ainda existem milhares de coisas que precisam ser mudadas. Tenho a impressão de que, com o passar do tempo, algumas coisas, em vez de melhorar, pioraram: violência, segurança, desunião, injustiça e principalmente a tristeza. É essa falsa liberdade que impede o Brasil de progredir. Portanto, se esse é um dia de celebração, é dessa forma que quero fazê-la:
“Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações: o meu país e sua corja de assassinos covardes, estupradores e ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é nação. [...] Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos. Tudo o que é gratuito e feio, tudo o que é normal. Vamos cantar juntos o hino nacional, a lágrima é verdadeira. Vamos celebrar nossa saudade e comemorar a nossa solidão.” (Perfeição - Legião Urbana)

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